PORCO
-Achamos. –Disse o homem grotescamente gordo com um longo bigode fino,tão grande que tocava em seu ombro.Ele usava um tipo de calça de malha grossa que batia no joelho.Estava sem uma camisa,mostrando seus enormes peitos e sua imensa barriga.
O outro homem deformado não respondeu,e eles continuaram caminhando pela estrada barrenta na imensa floresta de pinheiros.Carregavam um forasteiro,alguém que não era dali,estava com as mãos e as pernas amarradas em um galho forte de pinheiro,como se ele fosse uma caça.
E ele era a caça.
A barriga do homem,estava com um pequeno corte perto do umbigo,causado por algo retangular e afiado,uma espada ou katana.O sangue vermelho escuro escorria pelo corpo e derramava na estrada,fazendo uma trilha vermelha.
Os dois seres grotescos caminhavam como zumbis,lentos e desajeitados,um deles tinha uma katana amarrada em sua cintura redonda,e o outro uma enorme mochila de pele de urso marrom,que o deixava corcunda de tão pesada.
---
Sinto que não morri.
Mas estou perto de morrer.O brilho hipnótico da katana era forte,e conseguiu me controlar.Mas não estou morto,só com uma tremenda dor de cabeça e algum ferimento.
Sei que estou ferido mesmo dormindo,as aulas de ioga de três anos atrás serviram para algo.
O professor,o qual não me recordo o nome,dizia sempre “Pensem em algum lugar que os deixe bem,e iram ter controle do seu corpo,mesmo dormindo”.Tentei diversos lugares: Praias,montanhas,desertos,cavernas,gelo e até bordeis.Nunca funcionava,sempre me perdia em devaneios.
Até que certo dia,ele percebeu que minha energia não estava fluindo e me perguntou:
-Está tudo bem,Mike?
Digo que não,pois não consigo achar um lugar de paz e sossego dentro de mim.
-Ah,meu caro. –Diz o professor –Tambem tinha esse problema quando estava começando ioga também,sempre me perdi em pensamentos,como “Tem uma conta pendente pra pagar” ou “Qual filme seria bom para assistir com a Melanie,minha ex-namorada”.Mas consegui resolver isso.
Pergunto como.
-Imagine-se em um lugar totalmente branco,nada além do infinito e inmensurável branco,que nem aquela cena do Matrix.Lá aonde não há ninguém e nem nada,nem ao menos poeira,só você.
A principio parecia que isso não funcionaria,que os pensamentos tolos continuaria fluidos na minha mente,mas tentei.
Primeiro,pensasse em um lugar qualquer,como o alto de um prédio.Isso só dá primeira vez,nas próximas se consegue já estar no recanto branco,a não ser que você não consiga.
Bom,pensasse que esta nesse lugar,agora um luz branca e cegante evanesce do asfalto da estrada,e todas as coisas a sua volta vão se desintegrando.Casas,arvores,carros,pessoas e por fim,você.
E quando sua visão volta ao normal,esta tudo branco,paz e sossego.
Consigo fazer isso desde daquele dia,quando fico nervoso,quando vou dormir ou quando tento me matar e acabo aqui.
No limbo na minha mente.
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-Achamos. –Disse o homem grotescamente gordo com um longo bigode fino,tão grande que tocava em seu ombro.Ele usava um tipo de calça de malha grossa que batia no joelho.Estava sem uma camisa,mostrando seus enormes peitos e sua imensa barriga.
O outro homem deformado não respondeu,e eles continuaram caminhando pela estrada barrenta na imensa floresta de pinheiros.Carregavam um forasteiro,alguém que não era dali,estava com as mãos e as pernas amarradas em um galho forte de pinheiro,como se ele fosse uma caça.
E ele era a caça.
A barriga do homem,estava com um pequeno corte perto do umbigo,causado por algo retangular e afiado,uma espada ou katana.O sangue vermelho escuro escorria pelo corpo e derramava na estrada,fazendo uma trilha vermelha.
Os dois seres grotescos caminhavam como zumbis,lentos e desajeitados,um deles tinha uma katana amarrada em sua cintura redonda,e o outro uma enorme mochila de pele de urso marrom,que o deixava corcunda de tão pesada.
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Sinto que não morri.
Mas estou perto de morrer.O brilho hipnótico da katana era forte,e conseguiu me controlar.Mas não estou morto,só com uma tremenda dor de cabeça e algum ferimento.
Sei que estou ferido mesmo dormindo,as aulas de ioga de três anos atrás serviram para algo.
O professor,o qual não me recordo o nome,dizia sempre “Pensem em algum lugar que os deixe bem,e iram ter controle do seu corpo,mesmo dormindo”.Tentei diversos lugares: Praias,montanhas,desertos,cavernas,gelo e até bordeis.Nunca funcionava,sempre me perdia em devaneios.
Até que certo dia,ele percebeu que minha energia não estava fluindo e me perguntou:
-Está tudo bem,Mike?
Digo que não,pois não consigo achar um lugar de paz e sossego dentro de mim.
-Ah,meu caro. –Diz o professor –Tambem tinha esse problema quando estava começando ioga também,sempre me perdi em pensamentos,como “Tem uma conta pendente pra pagar” ou “Qual filme seria bom para assistir com a Melanie,minha ex-namorada”.Mas consegui resolver isso.
Pergunto como.
-Imagine-se em um lugar totalmente branco,nada além do infinito e inmensurável branco,que nem aquela cena do Matrix.Lá aonde não há ninguém e nem nada,nem ao menos poeira,só você.
A principio parecia que isso não funcionaria,que os pensamentos tolos continuaria fluidos na minha mente,mas tentei.
Primeiro,pensasse em um lugar qualquer,como o alto de um prédio.Isso só dá primeira vez,nas próximas se consegue já estar no recanto branco,a não ser que você não consiga.
Bom,pensasse que esta nesse lugar,agora um luz branca e cegante evanesce do asfalto da estrada,e todas as coisas a sua volta vão se desintegrando.Casas,arvores,carros,pessoas e por fim,você.
E quando sua visão volta ao normal,esta tudo branco,paz e sossego.
Consigo fazer isso desde daquele dia,quando fico nervoso,quando vou dormir ou quando tento me matar e acabo aqui.
No limbo na minha mente.
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Abro os olhos,e minha visão fica totalmente turva,tento coçar os olhos,mas percebo que não consigo me mover,meus pés e minhas mãos estão amarrados sob mim.
Fui pego.
Minha cabeça dói,parece que me embriaguei com vodka e ainda levei uma paulada na cabeça.Uma trilha de sangue se forma a minha frente,quando olho para baixo vejo que minha barriga esta com um corte,fazendo com que sangue escorra,mas não um corte tão grave,meu intestino ai continua dentro de mim,foi um corte raso.
Mas o sangue escorre mais e mais,a cada segundo.
A dor na cabeça diminui,percebo que estou em movimento,dois seres gordos e grotescos me levam amarrado a um galho.A imagem deles é sinistra,um deles carrega uma espécie de porrete,parte dele está remendada com um tipo estranho de metal e pregos,já o outro gordo carrega uma katana.A minha katana.
A maldita katana.
Agora tenho certeza absoluta,irei morrer.
Se faço qualquer movimento ou mesmo murmúrio,eles iram percebe que ainda estou vivo e vão me matar,e se não reajo,o sangue continuara a escorrer,e escorrer,e possivelmente morro.
É,o que foi que eu fiz pra chegar aqui...
Longe dali,um estranho animal quadrúpede,corre com uma incrível rapidez por entre as arvores.Ele conseguiu senti o cheiro de comida a quilômetros da sua toca.São três,dois nativos e um forasteiro,que esta ferido,foi isso que fez o animal sentir o cheiro e correr em buscar de alimento.
Finalmente comida.
A cada segundo,o animal corre mais rápido,quase se chocando com as arvores e as vezes se chocando propositalmente nelas,fazendo-as despencar.
Sobe uma rocha grande e curva,quase uma colina,até chega ao topo,e avista suas presas.
Será um belo baquete.
Fui pego.
Minha cabeça dói,parece que me embriaguei com vodka e ainda levei uma paulada na cabeça.Uma trilha de sangue se forma a minha frente,quando olho para baixo vejo que minha barriga esta com um corte,fazendo com que sangue escorra,mas não um corte tão grave,meu intestino ai continua dentro de mim,foi um corte raso.
Mas o sangue escorre mais e mais,a cada segundo.
A dor na cabeça diminui,percebo que estou em movimento,dois seres gordos e grotescos me levam amarrado a um galho.A imagem deles é sinistra,um deles carrega uma espécie de porrete,parte dele está remendada com um tipo estranho de metal e pregos,já o outro gordo carrega uma katana.A minha katana.
A maldita katana.
Agora tenho certeza absoluta,irei morrer.
Se faço qualquer movimento ou mesmo murmúrio,eles iram percebe que ainda estou vivo e vão me matar,e se não reajo,o sangue continuara a escorrer,e escorrer,e possivelmente morro.
É,o que foi que eu fiz pra chegar aqui...
Longe dali,um estranho animal quadrúpede,corre com uma incrível rapidez por entre as arvores.Ele conseguiu senti o cheiro de comida a quilômetros da sua toca.São três,dois nativos e um forasteiro,que esta ferido,foi isso que fez o animal sentir o cheiro e correr em buscar de alimento.
Finalmente comida.
A cada segundo,o animal corre mais rápido,quase se chocando com as arvores e as vezes se chocando propositalmente nelas,fazendo-as despencar.
Sobe uma rocha grande e curva,quase uma colina,até chega ao topo,e avista suas presas.
Será um belo baquete.
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